Conheça as vinícolas da Serra Catarinense – parte 2
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Conheça as vinícolas da Serra Catarinense – parte 2

Postado em: 27 de junho de 2022 • 4 min de leitura

 

Já imaginou um japa fazendo vinho? Até aí tudo bem, tem diversos vinhos ótimos no Japão… mas isso em território brasileiro mesmo e em plena serra catarinense é algo novo pra gente e seguramente pra você também. 

Há décadas, imigrantes japoneses da família Hiragami já plantavam maçã na região de São Joaquim, e resolveram se aventurar plantando alguns hectares de uva e deu muito bom, com uma produção de 15 mil garrafas ano, os vinhos são excelentes e dificilmente achados fora da região sul do país. A gente tá aqui pra vender o nosso peixe, mas quando o peixe do japonês é bom também, a gente recomenda. Tomamos o Merlot Reserva Torii, um PUTA vinho!

Temos outras situações particulares na região também, como é o caso da Pericó. Imagine o seguinte caso: você vai lançar um vinho edição comemorativa e os sócios da sua empresa são franceses. Assim, para fazer uma homenagem, você nomeia o vinho Julliete, um dos nomes mais populares na França. 

Eis que no mesmo período, no BBB, um dos programas de TV mais populares do Brasil, umas das pessoas que mais se destaca se chama… Juliette 😂😂😂 ou seja, sucesso e sorte andando juntos, e as vendas explodem!

Bom, você veio aqui buscando dicas de enoturismo pro seu final de semana com o contatinho, né. Segue nosso roteiro!

Saímos de SP para o aeroporto de Jaguaruna, o mais próximo da Serra Catarinense, embora seja possível voar pra Floripa também, apesar de adicionar 1h de estrada no seu trajeto, e ainda fazer você perder as vistas da Serra do Rio do Rastro, um dos highlights definitivos da região. Não se preocupe, apesar de mais apertado que aeroporto na Bahia pós Reveillon, o aeroporto de Jaguaruna é bem servido de locadoras de veículos e alugamos um poderoso FIAT MOBI para a nossa jornada. Dica: se estiver em mais de 2 pessoas com malas, escolha algo melhor se possível… kkkkkk

Subimos a famosa Serra do Rio do Rastro (se atente e pergunte, pois há períodos do ano em que ela tem restrição de horário de subida) e dormimos em Bom Jardim da Serra. É uma boa base para se explorar os cânions da região, que são absolutamente belíssimos. Depois, seguimos viagem para São Joaquim, nossa base para os próximos dias. Vale lembrar que é considerada uma das cidades mais frias do Brasil, com episódios de neve todos os anos.

Em SJ, visitamos inúmeras vinícolas. As que mais gostamos foram Villaggio Bassetti, Hiragami, Pericó e Villa Francioni, que inclusive é a maior da Serra Catarinense, produzindo cerca de 300.000 garrafas anualmente. Somente a título de comparação, vinícolas de porte médio do Vale dos Vinhedos (Bento Gonçalves-RS) produzem entre 750.000-1.000.000 de garrafas por ano, corroborando o pequeno porte dos vinhateiros da região.

Infelizmente, passamos rapidamente por Urubici (não deixe de visitar a Pedra Furada, leia aqui como adquirir o ingresso) e descemos a Serra do Corvo Branco, também lindíssima e atualmente fechada por conta de desabamentos. Verifique se está aberta e não deixe de conferir. Retornaremos no segundo semestre para conhecer potenciais parceiros na região de Urubici e traremos mais dicas 🙂

Se você leu até aqui, use o código de desconto VAI PEDIR DESCONTO NA PQP, tudo junto e em maiúsculas. É isso, você aprende sobre sua droga favorita e ainda ganha desconto… fica ligado/a neste blog que em breve vem mais.

Beijo do inquilino! 😉

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